Com apoio de advogado, líder de ONG entrará com liminar para reabertura da Feira do Guará

Presidente da Confederação Brasileira de Proteção Animal (CBPA) se empenha também em causas sociais e vê incompatibilidade entre shoppings abertos, feiras funcionando ‘pela metade’ e pede apoio a advogado para reverter quadro

Por Amarildo Castro – A presidente da Confederação Brasileira de Proteção Animal (CBPA) Carolina Mourão, 44, por meio do advogado da entidade, José da Silva Moura, deverá enviar à Justiça nas próximas horas uma liminar pedindo que o Governo do Distrito Federal (GDF) autorize o funcionamento completo das feiras na cidade, assim como a Feira dos Importados, seguindo as regras sanitárias e os devidos cuidados com o novo coronavírus, motivo de preocupação mundial.

No mesmo documento, será pedido ainda a reabertura de todas as igrejas do Distrito Federal, já que algumas, conforme o último decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB), não podem funcionar atualmente.

Para Carlina Mourão, mantendo os cuidados necessários como medição de temperatura e outras ações, todas as bancas precisam ser reabertas

No entendimento de Carolina Mourão, que também é jornalista, os últimos decretos do GDF atendem de forma injusta o comércio no segmento de feiras e os templos religiosos. No caso das feiras, onde parte das lojas estão abertas há mais de um mês, a situação continua muito caótica porque mais de 80% dos feirantes continuam sem nenhuma renda há quase três meses. “Não tem o porquê uma peixaria poder receber todos os seus clientes e o seu vizinho ao lado, que vende roupas ou bijuterias não pode funcionar. Na prática, esse vizinho provocaria muito menos aglomeração do que uma loja tradicionalmente movimentada, como essas peixarias. Assim, seguindo regras e cuidados para evitar aglomerações, não há porquê os feirantes menores permanecerem com lojas fechadas, sem renda alguma”, contextualiza.

Carolina ainda cita que maior parte desses feirantes está sem renda e com muitas necessidades básicas, e que apenas os funcionários desses donos de bancas estão recebendo algum auxílio do governo, enquanto o próprio feirante não tem sequer o que comer.

A presidente da CBPA diz ainda que o trabalho com a liminar se estende para alguns templos religiosos que continuam fechados. “A regra do último decreto é muito confusa, e percebemos que algumas igrejas continuam impedidas de funcionar, por isso, vamos estender a liminar para essas  igrejas, porque o papel delas na comunidade é muito importante do ponto de vista social”, afirmou.

Para ela, com número reduzido de fiéis nos templos, com cultos e missas feitos em forma de revezamento, e com os cuidados certos, todos os templos precisam funcionar para cumprir seu papel social.

Questionada sobre o porquê de uma ONG que cuida de animais abraçar esse tipo de causa, Carolina afirmou que nos últimos anos a entidade expandiu sua atuação social e hoje vem atuando em causas humanitárias também. “Com a crise coronavírus muitas ações estão sendo feitas pela CBPA no sentido de minimizar a crise provocada pela Covid-19 no DF e em todo o Brasil. Cestas básicas, cobertores, entre outros utensílios estão sendo arrecadados e distribuídos em várias cidades. Tudo isso é nosso papel”, cita Carolina.

Quem quiser colaborar com algum tema relacionado às feiras ou busca apoio para reabertura do comércio nessa área pode ligar para o telefone de Carolina Mourão por meio do telefone (61)98120-4100

 

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