Feiras livres – Após pressão dos comerciantes e pedido de deputado, governo reabrirá setor na quarta, dia 17

Fora lojas de alimentação, restante dos feirantes passaram 90 dias sem nenhum faturamento e sem poder abrir. Liberação seguirá critérios de higiene e monitoramento de temperatura e cuidados com aglomerações
 

Por Amarildo Castro – Foram 90 dias de sacrifício, de ajuda de parentes, de visita às ruas, voltando ao ofício de camelô. Assim foi a quarentena prolongada de pelo menos 12 mil feirantes que não puderam abrir suas lojas desde o decreto de 19 de março de 2020, quando o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB) estabeleceu o fechamento do comércio. Desde então, somente um grupo de menos de 20% dos feirantes puderam reabrir. Mesmo assim, a medida passou a valer tem menos de dois meses. Foram liberadas à época, bancas de alimentação, mas o restante continuou sem poder atuar. Agora, depois de todo esse tempo, as mais de 60 feiras livres do DF, mais a Feira dos Importados poderão abrir as portas na próxima quarta-feira, dia 17. Dessa vez, sem restrição, mas cuidados e regras deverão ser seguidos.

O decreto de liberação foi assinado pelo governador no último domingo, 14 em edição extra do Diário Oficial do DF. O documento na prática é uma alteração do Decreto No 40.817 de 22 de maio. Tudo isso foi possível após pressão dos próprios feirantes e um ofício (pedido) do deputado distrital Robério Negreiros (PSD), que enviou ao governador o documento no dia 9 de junho.

Na ocasião, Negreiros defendeu que as feiras são principal fonte de renda para milhares de brasilienses, e que por isso, observando os cuidados, esses locais precisariam ser reabertos. Ele acabou sendo atendido, para o bem dos feirantes, que também fizeram pressão e chegaram a organizar um manifesto, cancelado após anúncio do governador.

Reabertura anima feirantes e presidentes das associações que comandam cada feira do DF, como Cristiano Jales, da Ascofeg, no Guará

Antes, porém, essas feiras deverão seguir os protocolos de limpeza e segurança frente ao novo coronavírus. Entre as regras estão a medição de temperatura na entrada dos estabelecimentos e disposição de álcool em gel nos estabelecimento para clientes. O horário também é reduzido, das 9h às 17h. No entanto, a esperança desses feirantes é que a partir de agora a vida comece a voltar ao normal. Antes, mesmo quem estava com a loja aberta reclamou que o movimento não chegava a 50 por cento do normal antes da pandemia coronavírus.

Para o presidente da Ascofeg, Cristino Jales, no Guará, a reabertura traz a esperança de dias melhores, porque estava insustentável manter a Feira do Guará sem receita. Ele conta que teve que demitir quase todos os 30 empregados da associação, e quem continuou a trabalhar, recebia apenas diárias.

Nas últimas semanas até para os feirantes que podiam abrir as lojas a situação era muito ruim

Situação semelhantes persistia na Feira dos Importados, uma das mais prejudicadas. Lá, nenhuma loja abriu durante os cerca de 90 dias onde feiras não puderam funcionar. Isso porque o local tem pouca vocação para alimentação, então o custo operacional para abrir a estrutura para 5 ou seis lojas não compensava. “Agora acho que com o tempo vai ficar bem, é o que a gente espera”, disse Damião Leite, presidente da Cooperfim.

Pedido de Negreiros foi feito em 9 de junho e aceito por Ibaneis

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