Guardas do Parque do Guará ‘seguem’ grupo e dão bronca após ação voluntária de limpeza

Eles tentaram impedir que voluntários levassem dez limões de chácara abandonada, dão bronca após corte de mangueira de plástico velha e dizem que agentes do local a estariam usando para irrigar árvores

Embora seja um dos temas mais comentados no Guará, o Parque Ezechias Heringer, mais conhecido como Parque do Guará continua sendo um lugar onde as leis são confusas, a administração mais ainda e com isso, muitas ações voluntárias que visam a colaboração com área ambiental são dificultadas.

  • Chamou atenção o comportamento dos fiscais terceirizados pelo Ibram no último sábado (4), quando um grupo encabeçado pelo ambientalista Robson Majus recolheu lixo na Área 28, logo atrás da parte vivencial.

Acostumado a frequentar o local, tendo inclusivo tido várias reuniões com membros do Ibram, Robson convidou um grupo, incluindo a direção do Jornal GuaráHOJE/Cidades para retirar lixo no local. Com sacos em mãos e alguns utensílios, o grupo seguiu rumo a uma antiga chácara, perto do Córrego Guará. Antes, Robson deu uma aula sobre meio ambiente a três crianças presentes.

O grupo retirou da antiga chácara, vestígios plásticos, sacos, latas e uma mangueira de plástico que parecia em pleno abandono. Até aí tudo bem. No entanto, ao deixar o lixo em baixo de uma árvore para prosseguir fazendo uma pequena trilha, que é liberada a todos, o grupo começou a ser seguido pelo parque. Motivo: dez limões que haviam ficado em uma sacola ao lado do lixo e restos de mangueiras plásticas que estavam em estado de abandono dentro da mata, que antes havia sido retirada pelo grupo na condição de lixo.

Os fiscais tentaram explicar ao grupo que o local onde os membros frequentaram seria proibido para visitantes, mas não há qualquer placa que mencione tal situação, e a única cerca que existe na região é de arame farpado feita ainda na época da presença dos chacareiros.

Diante dos fatos, Robson Majus disse que vai levar os fatos ao Ibram nesta terça-feira (6) e levantar as demandas e discutir as regras do local, hoje totalmente confusas. Sem contar que a vigilância atualmente em geral é feita por guardas patrimoniais, que nada entendem de meio ambiente.

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